Retiro Consciente – (Curitiba – PR – BRASIL) 31 de agosto à 2 de setembro de 2012

(Yoga, Meditação, Ayurveda, Reflexão, Deeksha) Curitiba – PR – BRASIL


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Ayurveda: Os Elementos e os Doshas

Procurando uma introdução básica ao Ayurveda para compartilhar, encontrei este artigo e aqui transcrevo o que a autora nos diz:

“Um aspecto literalmente primordial do Ayurveda, os Pancha Maha Bhutas (da raiz, pancha = cinco, maha = grandes, bhutas = elementos).

São eles o éter, o ar, o fogo, a água e a terra.

De suas combinações há a diversidade de composições corporais que dão origem a todos os entes e o cosmo por si é uma interação destas energias. Eles formam três tipos básicos de energia ou princípios funcionais que estão presentes em todos..e em tudo, juntamente com o tempo, o espaço, a alma e a mente no ser humano. É complexo.

Apresento-lhes os tão famosos DOSHAS – Vata, Pitta e Kapha, para os quais não há traduções fora do sânscrito.

Dosha é organização, e enquanto eles se encontram em normais qualidade e quantidade, há harmonia psicofisiológica. Assim que tudo desanda (como é nossa tendência natural) eles são aumentados no corpo, viciam os tecidos e se tornam erro, impureza – que é o sentido real da palavra.

Esta desarmonia leva à doenças e distúrbios, mas estamos falando de saúde…

Os doshas ligam os cinco elementos no corpo vital, trabalham juntos para trazer equilíbrio para o corpo, mente e consciência. É a relação de suas partes com seu propósito em perfeita sintonia. Os três possuem todos os elementos – mas em diferentes proporções.

VATA é éter e ar.

PITTA é fogo e água.

KAPHA é água e terra.

Vata, é a energia sutil ligada ao movimento. Respirar, piscar, movimentar músculos e tecidos, pulsar e todos os microscópicos movimentos das nossas preciosas células. É a criatividade, a flexibilidade! Mas pode se tornar o medo, a ansiedade e nossos movimentos anormais (entenda como quiser).

Pitta é o sistema metabólico que traz homeostase, tais quais, digestão (grosseiramente dizendo = suas enzimas), absorção, assimilação, nutrição, temperatura corporal – enfim, transformações. Vigora o entendimento, a inteligência. Se não há, ai fermentam a raiva, o ciúmes, inveja e inflamações (emocionais e físicas!).

Kapha, provê nossa ‘cola’, coesão molecular, crescimento, abraço. Traz suprimento de água à todas as variadas partes para lubrificar articulações, hidratar a pele e manter viva nossa imunidade. Em total harmonia é a pura expressão do amor, da calma e do perdão…ou, em contrapartida, causa ganância, possessividade e quadros congestivos, mucosos.

..E voltando do ponto de onde fomos gerados, foi criada nossa proporção única, que nos faz sermos Raros, a Prakruti, nossa composição psicofísica e arraigados com hábitos tão ‘DNAmente’ próprios. Mas..como toda faca tem dois gumes, a Vikruti é nosso estado presente, momentâneo de quantidade de doshas. Na saúde, eles estão iguaizinhos; porém se não condizemos com nossa dieta, emoções, estilo de vida, idade, meio ambiente, etc. nos agravamos e viciamos nossa natureza.

Para descobrir sua prakruti e, talvez, sua vikruti, não caia nesses questionários bobos e consulte um terapeuta ou um médico ayurvédico”

Fonte: http://pollydegan.wordpress.com/

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Temos (muitas) boas notícias!

Oi amig@s,

Temos boas notícias!

Esperamos um fim de semana com temperaturas ótimas e uma segunda lua cheia do mês de agosto para iluminar-nos com toda a sua luz, poderosa e excepcional…

Temos adicionada uma nova atividade: vamos fazer uma cerimônia de fogo Védico para purificar e comemorar!

E, finalmente, estamos considerando a possibilidade de fazer um grande desconto para o retiro poder ser realizado!
Temos um orçamento onde o mínimo para cobrir os gastos é de 5 pessoas, no entanto pensamos em baixar o preço para que sejam mínimo 10 pessoas pagando menos. Neste caso custaria só R$200!!

Tragam seus amigos! Vamos passar uns dias legais!

Foto: mj-yoga


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Jardinagem e Meditação

por Goura Nataraj.

Jardinagem e meditação são conceitos e práticas que se aproximam. Dedicar-se a um jardim requer disciplina, cuidado, dedicação, paciência, persistência e amor. Com a meditação também. Sem estas qualidades os jardins não florescem e a meditação não frutifica.

Ambas as práticas propõe um desaceleramento da mente e das percepções. Exigem uma capacidade de foco e abstração. Acima de tudo, nos colocam em contato com diferentes estados de consciência.

Falamos aqui, é claro, dos jardins que existem por causa do cuidado dos jardineiros, do olhar atento e amoroso de quem se dedica a observar a biodiversidade em seu quintal – seja ele em uma casa ou apartamento. É possível, nos dias de hoje, mesmo vivendo nos centros urbanos, criar condições para um contato ativo e dinâmico com a natureza. Dá para cultivar um pouco de tudo mesmo com um espaço mínimo. É possível ter ervas para chás, especiarias para a cozinha, folhas verdes para as saladas, flores coloridas e frutos saborosos para os pássaros. Basta vontade.

Com a meditação também. Podemos meditar em qualquer lugar. Não se exige um tapete especial, um incenso indiano ou um sino tibetano. Basta vontade.

Os locais apropriados para a prática da meditação, por sua vez, são descritos pelos mestres e pela literatura como áreas silenciosas, onde há abundância de tranquilidade, água e ar limpos, alimentos puros, bosques e demais facilidades que conduzam a mente a um estado de contemplação. Um belo jardim é, naturalmente, um bom local para se meditar.

Dos ashramas dos munis e rshis dos Vedas às considerações práticas de professores modernos como Shivananda, Prabhupada e Sri Aurobindo, o ideal de uma vida próxima da natureza é considerado oportuno e benéfico para o praticante. Como se num ambiente assim, longe do barulho das aglomerações, da lógica apressada dos comerciantes e do dinheiro, a própria mente fosse conduzida a um estado diferente, a uma conexão com outros ritmos de pensamento, favorecendo o acesso a esferas de importância muito mais amplas e universais do que o curto tempo de permanência das gerações humanas.

Entre os discípulos de Epicuro, na antiguidade, o ‘jardim’ já era considerado um local de aprendizado e desenvolvimento do espírito. Para os estóicos a virtude como o viver de acordo com a natureza implicava não apenas uma posição teórica, uma atitude do espírito, mas também um reconhecimento prático da dependência da lógica humana à lógica do universo. Viver de acordo com a natureza era uma ação que espelhava o logos – a harmonia das partes com o todo.

Schopenhauer, em sua hierarquia das artes, listava a jardinagem como uma forma digna de menção. Quanto mais livres fossem os jardins, considerava o filósofo, com mais intensidade a natureza ali estaria presente, com mais de sua vontade universal e inconsciente. Os jardins ingleses, com sua aparente desordem, estariam mais próximos deste ideal do que os jardins clássicos franceses, nos quais ‘a vontade do homem, o grande egoísta, sobrepuja a vontade da natureza.’

O cultivo de um jardim aproxima o homem dos ritmos da natureza, das leis imutáveis do cosmos, o sanatana dharma. Dedicar-se a jardinagem, sob esta perspectiva, pode significar uma mudança muito grande no padrão de nossos pensamentos e percepções. As crianças, nas cidades, crescem achando que o leite dá em caixinhas ou que alimento é aquilo que compramos em embalagens nos supermercados. Não conseguem reconhecer ou identificar as árvores que dão sombra e frutos no caminho por onde passam. Os pais tampouco se mostram interessados ou preocupados com isso. A ângustia e a ansiedade percorre toda a vida social, onde todos estão ‘na correria’, lutando incansavelmente por uma subsistência que esgota os poderes vitais e a energia de reflexão. De dentro dos vidros escuros dos carros a cidade torna-se um ambiente ameaçador, perigoso, onde é melhor não se estar. A jardinagem como prática de desaceleração e desalienação pode ser uma forma de libertar a mente da ansiedade e do medo, colocando-nos em contato com as coisas mais simples e importantes da vida – os ciclos da lua, o calor do sol, o sabor dos alimentos, a energia das plantas, o vôo dos pássaros, a vida e a morte. Os jardins, como a meditação, crescem e se enriquecem com o tempo.

O conceito de jardinagem libertária, utilizado recentemente para indicar ações de retomada do espaço público, também é rico em significações. Busca-se, através do plantio de árvores nativas nas áreas urbanas, a criação de territórios livres, de espaços de convivência, hortas comunitárias e o reflorestamento do ecossistema das cidades. A Jardinagem Libertária também é uma forma de tentar romper o ciclo de alienação ao qual somos submetidos, a impossibilidade de atuar criativamente no espaço público. É a critica da motorização individual e a completa ausência de estímulos à mobilidade limpa. Como a meditação, a jardinagem libertária também busca a liberdade.

Deseja-se ouvir a natureza, respeitar os elementos que constituem nossos corpos e mentes e utilizar as ferramentas disponíveis para a transformação das comunidades e cidades em ambientes de desenvolvimento do espírito e da consciência.

Marcuse, resume esta reflexão nos seguintes termos:

“Em última análise, a luta pela ampliação do mundo da beleza, da não-violência, da tranquilidade, é uma luta política. A insistência nestes valores, em restaurar a Terra como meio ambiente humano, é não só uma idéia romântica, estética, poética, que concerne aos privilegiados: é, hoje, uma questão de sobrevivência. É preciso que os homens aprendam por si mesmos que é indispensável mudar o modelo de produção e consumo, abandonar a fabricação de elementos bélicos, de coisas supérfluas, de artefatos, e substituí-la pela produção de objetos e serviços necessários para vida de menos trabalho, de trabalho criador, de prazer.”

Pois bem, dá pra começar cultivando alguns vasos, abrindo alguns canteiros, cantando alguns mantras, espalhando sementes e observando a cidade com um olhar mais atento. ‘Aqui dá pra plantar um Guapuruvu. Ali podemos fazer uma linha de Ipês. Nos pés deles vamos colocar girassol, linhaça, malva, manjericão e melissa. Mais adiante uma cerca viva de cosmos e ora-pro-nobis.’

Usando a criatividade e a ousadia os jardins ficam ainda mais belos. A meditação também!


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Presente da natureza: 2 luas cheias em agosto

Parece que o dia que começa o nosso Retiro Consciente em Curitiba, 31/08/12, vamos ter uma lua cheia por segunda vez no mesmo mês… um fenômeno que não é tão comum e que se chama “blue moon”.
É isso aí, parece que a natureza nos sorpreenderá este dia e teremos um “Blue Moon Retreat”! Não perca!

Fenômeno Lua Azul (Blue Moon)

O termo lua azul, se refere comumente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A freqüência de acontecimento, é de 1 vez a cada 2 anos ou 3 anos. As últimas luas azuis ocorreram em 31 de maio de 2007 e 31 de dezembro de 2009. A próxima lua azul deverá ocorrer em 31 de Agosto de 2012.

O fato se dá devido ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que em um mesmo mês sua fase se apresente cheia por duas vezes.

De acordo com alguns historiadores, o nome Lua Azul foi criado no século XVI, devido ao facto de que algumas pessoas, ao observar a Lua, a viam azulada. Outras, no entanto, a percebiam cinza. Muitas discussões ocorreram até se concluir que era impossível a Lua ser azul. Esse fato criou uma espécie de expressão linguística, e “Lua Azul” passou a ser sinônimo de algo impossível ou difícil. O termo ganhou força principalmente nos EUA e algumas frases como “só me caso com você se a lua estiver azul” foram rapidamente popularizadas.

Foi com esse significado que o termo foi usado para designar duas luas cheias que ocorrem no mesmo mês, um evento raro.

Existem alguns registros raros onde a coloração do nosso satélite foi realmente alterada. Um desses registros remonta aos anos de 1883, quando uma violenta erupção no vulcão Krakatoa, na Ilha de Java, Indonésia, lançou ao espaço milhões de toneladas de gases e poeira, fazendo com que a Lua, quando observada próxima ao horizonte, fosse vista em tons azulados. De acordo com os relatos, isso durou aproximadamente dois anos e foi testemunhado em todo o planeta.

Em 1951, um grande incêndio nas florestas canadenses produziu o mesmo efeito que o Krakatoa, mas só pôde ser observado na América do Norte.

A próxima vez que haverá duas luas cheias em um mês será em julho de 2015.

Fonte: Wikipedia


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Roupas sustentáveis

Ontem durante a tarde de divulgação do retiro pela rua encontramos com essa loja de roupas, um projeto bastante interessante de consumo consciente. Conforme descrito no site das irmãs Green, sua missão:

“Criar, produzir e vender roupas e acessórios femininos sustentáveis, utilizando-se de matérias-primas naturais, orgânicas, reutilizáveis e processos produtivos que buscam reduzir o impacto ao meio ambiente, respeitando o ciclo de vida do produto e os princípios do comércio justo e da economia solidária, visando um mundo melhor e elevando a qualidade de vida”

… vale a pena conhecer! (Além disso, elas são muito simpáticas!)

http://www.irmasgreen.com.br/


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Retiro Consciente: 31 agosto à 2 setembro 2012

Convidamos a desconectar da rotina diária num espaço natural, vivo e puro.
Aproveitamos estes dias repletos de energia para purificar e desintoxicar o corpo e a mente.

-Descobrindo e conhecendo seu próprio interior
-Relacionando-se e respeitando-se entre espécies
-Conectando com a terra e o Universo

Que oferecemos:

  • Conversa sobre a proposta “O que é viver a vida conscientemente”?
  • Prática Yoga
  • Mantras e meditação
  • Introdução ao Ayurveda (ciência e medicina milenar indiana)
  • Conversa Filosofia Indiana
  • Oneness Deeksha (transmissão de energia elevada)
  • Meditação Dinâmica
  • Chai com conversa
  • Reflexões sobre ahimsá (bondade e não-violência para com todos os seres vivos)
  • Leitura + Debate
  • Alimentação consciente, natural e orgânica
  • Ritual de fogo
  • Massagem Ayurvédica e Reiki (opcional)

Além de tempo livre para o que você nunca pode fazer: passeio na natureza, contato com os animais, comer frutas direto do pé, massagem e reiki (opcional), ler ou descansar…

Para inscrições ou dúvidas contactar:
Cláudia & Rodrigo
9288-3767 / 3228-1074
retiroconsciente@gmail.com